Jovem de 20 anos é atacada e esta em estado grave após negar pedido de namoro
A mãe da jovem clama por justiça.
O caso envolvendo Alana Anísio Rosa, de 20 anos, tem causado forte comoção em São Gonçalo, na Região Metropolitana do Rio de Janeiro, e reacendido discussões sobre a proteção de mulheres diante de situações de perseguição e rejeição não aceita.
Internada em estado grave desde a última sexta-feira, a estudante permanece sob cuidados intensivos enquanto familiares e amigos aguardam por sua recuperação. Alana foi encontrada gravemente ferida dentro da própria casa, no bairro Galo Branco, após um ataque ocorrido durante a noite.
O suspeito, Luiz Felipe Sampaio, foi localizado e preso poucas horas depois do crime. Segundo informações divulgadas pela família, ele não mantinha qualquer relacionamento afetivo com a jovem, apesar de insistir em se aproximar dela de forma recorrente.
Nas redes sociais, a mãe da estudante, Jaderluce Anísio Rosa, manifestou indignação e pediu justiça. Em publicações emocionadas, relatou que o homem demonstrava comportamento obsessivo e teria invadido a residência aproveitando-se de um momento em que ela não estava em casa.
De acordo com a família, Alana sempre deixou claro que não tinha interesse em qualquer envolvimento, pois estava focada nos estudos e em seus planos profissionais. O suspeito, ainda segundo os relatos, tentou criar uma relação que nunca existiu, oferecendo presentes e insistindo em aproximações que não foram correspondidas.
“Ele tentou tirar a vida da minha filha, invadiu a minha casa. Ele não era o namorado dela, eles nunca tiveram nada, ele só cismou com ela. Justiça pela minha filha, ela está em coma, eu preciso que vocês rezem”, declarou a mãe, em apelo emocionado.
Alana, que sonha em seguir carreira na área da medicina, teria mantido uma postura firme ao priorizar o futuro acadêmico. Familiares acreditam que a recusa constante possa ter motivado a reação violenta do suspeito.
Internada em uma unidade de terapia intensiva, a jovem apresentou sinais recentes de melhora. Segundo a mãe, ela deixou de utilizar aparelhos de respiração após evolução no quadro clínico e chegou a abrir os olhos ao ouvir sua voz, embora ainda apresente instabilidade e necessite de monitoramento constante.
A prisão do suspeito trouxe algum alívio à família, mas o sentimento predominante ainda é de angústia e espera. Amigos e moradores da região têm manifestado apoio por meio de mensagens e correntes de oração, reforçando a mobilização em torno do caso.
A situação evidencia a importância de atenção a comportamentos persistentes e invasivos, muitas vezes minimizados no início, mas que podem evoluir para episódios graves. Especialistas destacam que sinais de obsessão, insistência excessiva e invasão de privacidade devem ser encarados como alertas.
O caso segue sob investigação pelas autoridades, enquanto a família concentra suas forças na recuperação de Alana e na busca por justiça. A ocorrência também reforça a necessidade de medidas preventivas e de canais de apoio eficazes para proteger vítimas antes que situações de perseguição alcancem consequências irreversíveis.