Jovem esfaqueada no RJ, após recusar pedido de namoro, acorda do coma e respira sem aparelhos
O crime, ocorrido no início do mês, gerou forte revolta e mobilização nas redes sociais. Jaderluce Anísio de Oliveira, mãe da jovem Alana Anísio Rosa, de apenas 20 anos, atualizou o estado de saúde da filha, que foi esfaqueada dentro da própria casa após recusar um pedido de namoro.
O ataque aconteceu em São Gonçalo, no estado do Rio de Janeiro, no dia 6 de fevereiro. O agressor, identificado como Luiz Felipe Sampaio, teria se aproximado da jovem após frequentarem a mesma academia. Segundo a família, ele enviava mensagens anônimas e chegou a se declarar por meio de uma carta, recebendo a resposta de Alana por aplicativo.
De acordo com Jaderluce, o homem passou meses monitorando a rotina da jovem sem que ela percebesse. Quando finalmente revelou sua identidade, pediu Alana em namoro. Ela, porém, não tinha interesse em iniciar um relacionamento e estava focada nos estudos. Aquela teria sido a única troca de mensagens entre os dois, já que não mantinham amizade.
Inconformado com a recusa, o agressor invadiu a residência da vítima e a atacou com diversas facadas. A própria mãe foi quem interrompeu o crime ao chegar em casa e encontrar o homem sobre a filha. Luiz foi preso no mesmo dia, e a Justiça decretou sua prisão preventiva.
Alana permaneceu em coma e respirando com auxílio de aparelhos por vários dias. Nesta semana, porém, apresentou melhora significativa. Pelas redes sociais, Jaderluce comemorou o avanço, informando que a filha já respira sem aparelhos e despertou do coma.
“Vencemos o coma. Vamos vencer tudo isso juntas, meu amor”, escreveu a mãe em publicação emocionada. Apesar da evolução no quadro clínico, Alana segue internada na UTI, em estado considerado delicado. Ela sofreu cortes profundos nas mãos, no pescoço e no rosto, e ainda precisará passar por procedimentos cirúrgicos para a completa recuperação.
O caso reacende o debate sobre violência motivada por rejeição e a escalada de comportamentos obsessivos que podem culminar em ataques graves. Para familiares e amigos, o momento é de esperança e oração pela recuperação total da jovem, enquanto aguardam que a Justiça siga seu curso.