Jovem médica de 25 anos que morreu em grave colisão tinha acabado de realizar grande sonho

O acidente aconteceu neste último domingo, dia 18 de janeiro. Há sonhos que nascem de anos de esforço, noites em claro e inúmeras renúncias — conquistas que representam não apenas uma profissão, mas também o orgulho de quem luta para transformar o futuro.

Porém, alguns desses sonhos são interrompidos de forma súbita, deixando um eco de esperança inacabada, como no caso de Julia Picinini Pelinson, de 25 anos, médica recém-formada que perdeu a vida em um acidente na BR-282, em Campos Novos, no Meio-Oeste catarinense.

Natural de Quilombo, no Oeste de Santa Catarina, Julia havia se formado em Medicina há apenas seis semanas. Nas redes sociais, compartilhava com entusiasmo cada etapa de sua jornada até a conquista do diploma, um sonho de infância finalmente realizado.

Desde janeiro, ela atuava na Unidade Básica de Saúde Clara Adélia, em Joaçaba, onde era reconhecida pela dedicação e pelo carinho no atendimento aos pacientes. No momento do acidente, Julia seguia para participar de um processo seletivo na Secretaria de Saúde de Campos Novos.

A colisão fronto-lateral entre o Chevrolet Onix que ela conduzia e um Toyota Yaris resultou em duas mortes e um ferido grave. As causas do acidente ainda estão sob investigação da Polícia Rodoviária Federal (PRF).

O Sindicato dos Médicos de Santa Catarina (Simesc) lamentou profundamente a perda, destacando a “trajetória promissora” da jovem profissional. A Unoesc, universidade onde Julia se formou, também se manifestou, ressaltando o legado de dedicação e humanidade deixado pela médica.

Nas redes sociais, amigos e familiares descreveram Julia como uma “menina doce, meiga e cheia de luz”. O município de Joaçaba decretou luto oficial de três dias, e colegas de trabalho prestaram homenagens emocionadas à jovem que, em tão pouco tempo, marcou muitas vidas.


A morte de Julia serve como um alerta sobre a fragilidade da vida no trânsito e a importância de medidas preventivas, atenção redobrada e respeito às normas de circulação, especialmente em rodovias federais.


Além de sua vocação e dedicação à medicina, Julia deixa uma lição sobre o impacto que um profissional comprometido pode ter na vida de pacientes, colegas e comunidade, mostrando que a paixão pelo trabalho transcende o tempo de atuação.


A tragédia reforça a necessidade de conscientização sobre segurança viária e cuidado no trânsito, lembrando que cada acidente não afeta apenas quem está ao volante, mas também famílias, amigos e toda a sociedade.