Jovem que perdeu a mãe e a filha de 2 anos em Juiz de Fora comove a web: ‘Tudo o que tinha nessa vida’

O número de mortes provocadas pelos temporais que atingiram Juiz de Fora e Ubá subiu para 46, deixando um rastro de destruição e comoção na população. O início da semana foi marcado por chuvas intensas que transformaram áreas próximas a encostas em zonas de risco, agravando o cenário de vulnerabilidade já existente.

No Parque Burnier, um dos bairros mais afetados, moradores vivenciaram momentos de desespero e perdas irreparáveis em questão de minutos. Entre as histórias mais tristes está a de Vitória Gomes, que perdeu a mãe e a filha, Mellissa Emanuelly, de apenas dois anos, durante o desabamento de residências.

Vitória relatou que, mesmo com alertas meteorológicos divulgados por canais oficiais, não imaginava que o volume de chuva pudesse gerar um impacto tão devastador. Na noite do desastre, estava em casa assistindo à televisão enquanto a filha dormia, quando a terra descendo da encosta atingiu sua residência e a da mãe, destruindo-as em segundos.

A menina, que completaria três anos em outubro, e a mãe de Vitória foram vítimas da força da natureza, deixando familiares e amigos em profunda dor. “Foi tudo muito rápido. Perdi a minha mãe e a minha filha de uma vez só, tudo o que eu tinha nessa vida”, desabafou Vitória.

O velório de Mellissa Emanuelly aconteceu nesta quarta-feira no cemitério municipal, reunindo parentes e moradores da região. Até a última atualização das autoridades, o corpo da mãe de Vitória ainda não havia sido localizado, e as buscas continuavam sob monitoramento das equipes de resgate.

Segundo informações da prefeitura e do Corpo de Bombeiros, os temporais deixaram dezenas de mortos, milhares de desalojados e centenas de imóveis destruídos. O episódio reforça a urgência de políticas públicas voltadas à prevenção de desastres, monitoramento constante de áreas de risco e planejamento urbano capaz de reduzir a vulnerabilidade de comunidades inteiras diante de eventos climáticos extremos.

Especialistas alertam que desastres naturais, como enchentes e deslizamentos, tendem a aumentar com mudanças climáticas e uso inadequado do solo, o que torna fundamental a adoção de medidas preventivas, incluindo drenagem urbana adequada, reflorestamento e sistemas de alerta precoce.

Além do impacto imediato, as famílias afetadas enfrentam agora um longo período de reconstrução emocional e material. Apoio psicológico, assistência social e programas de acolhimento emergencial são essenciais para ajudar a população a lidar com a perda e retomar a vida cotidiana.

Autoridades locais destacam que a prevenção e a conscientização são ferramentas tão importantes quanto o socorro de emergência. A população é orientada a respeitar áreas de risco, seguir alertas meteorológicos e colaborar com esforços de evacuação sempre que necessário, evitando novas tragédias.