Mãe implora para saber a verdade sobre a morte de seu filho: ‘Aconteceu lá dentro’

O caso segue sob investigação.

A morte de um homem de 30 anos em uma clínica de reabilitação para dependentes químicos, em Ribeirão Preto, no interior de São Paulo, gerou forte comoção e levantou questionamentos por parte da família.

Wilson Cardoso Felipini estava internado no Instituto Terapêutico Redentor desde o período do Natal, em uma tentativa de tratamento para dependência química. A internação, custeada pela família, ocorreu com consentimento do próprio paciente, que demonstrava disposição para se recuperar e se adaptar à rotina da instituição.

Dois dias após a internação, a família recebeu a notícia da morte do jovem. Inicialmente, foi informado que Wilson teria sofrido um problema de saúde súbito. No entanto, a certidão de óbito indicou a presença de traumas e hemorragias, levantando suspeitas sobre a real causa do falecimento.

Diante das inconsistências, a Polícia Civil passou a tratar o caso como morte suspeita e abriu investigação para apurar os fatos. Wilson foi encontrado sem vida em um dos quartos da clínica na madrugada do dia 27 de dezembro.

“Se soubesse o tanto que eu me arrependo de ter posto esse menino lá, porque eu me sinto culpada. Agora ver o menino morto desse jeito? O que eu faço? Eu quero justiça, eu quero entender o que aconteceu com meu filho lá dentro,” afirmou a mãe, Mariselma Cardoso Silva Felipini, profundamente abalada.

Veja o vídeo aqui!

A instituição informou que prestou atendimento emergencial e, sem sucesso, acionou as autoridades, que realizaram os procedimentos necessários e encaminharam o corpo para o Instituto Médico Legal. A Secretaria Municipal de Saúde de Ribeirão Preto confirmou que a clínica possui licença de funcionamento regular e que não havia registros de ocorrências anteriores, mas reforçou que novas informações serão levantadas ao longo da investigação.

A família, inconformada, cobra esclarecimentos e busca justiça, enfrentando a dor da perda e a angústia de não compreender o que aconteceu dentro do local que deveria cuidar do filho.

Especialistas em segurança e saúde ressaltam que casos como este reforçam a necessidade de fiscalização rigorosa de instituições de reabilitação, além de protocolos claros para acompanhamento e segurança dos pacientes, especialmente nos primeiros dias de internação.

O caso também desperta debate sobre a responsabilidade das clínicas privadas, a transparência nos relatos aos familiares e a importância de mecanismos de denúncia e auditoria interna, que possam evitar tragédias semelhantes.

Enquanto a investigação prossegue, a comunidade e familiares aguardam respostas e a responsabilização dos envolvidos, com a expectativa de que a verdade sobre as circunstâncias da morte de Wilson seja esclarecida.

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