Mãe mata bebê ao dar 10 comprimidos de medicamento controlado para acalmar a criança
A ocorrência segue sob investigação. Casos envolvendo a morte de crianças costumam provocar grande mobilização de autoridades e da sociedade, principalmente quando acontecem dentro do ambiente familiar, onde muitas vezes é mais difícil perceber sinais de que alguém está em risco.
Além disso, episódios que envolvem o uso de medicamentos destinados a adultos chamam atenção para os perigos da automedicação e para a importância de orientação médica adequada, especialmente quando se trata de crianças.
Especialistas alertam que substâncias de uso controlado podem causar reações graves quando administradas de forma inadequada. Em situações envolvendo menores com histórico de saúde delicado, qualquer decisão relacionada ao uso de medicamentos precisa ser tomada com acompanhamento profissional.
Na noite de segunda-feira (9), um bebê morreu após dar entrada em uma unidade de saúde na cidade de Praia Grande, localizada no litoral do estado de São Paulo. A criança chegou ao local em parada cardíaca e já sem sinais vitais.
De acordo com a Polícia Militar, a equipe foi acionada por volta das 21h50 após profissionais da unidade informarem a gravidade da situação. O médico responsável pelo atendimento realizou tentativas de reanimação, mas infelizmente não houve sucesso.
Ainda segundo os profissionais de saúde, o bebê apresentava sangramento no rosto e alguns hematomas, o que levantou suspeitas e levou à comunicação imediata às autoridades.
Após o atendimento, os policiais iniciaram buscas pelos responsáveis pela criança, utilizando também o sistema de monitoramento municipal para identificar possíveis deslocamentos.
As imagens analisadas indicaram que a mãe do bebê e o companheiro haviam entrado em uma residência da região. As equipes se deslocaram até o endereço e localizaram o casal em uma casa vizinha, onde foram abordados e conduzidos à delegacia.
Em depoimento às autoridades, a mulher relatou que havia ingerido comprimidos de um medicamento de uso controlado e também teria administrado a substância ao bebê.
Segundo ela, após ingerir o medicamento, a criança começou a passar mal e apresentou espuma na boca, momento em que a situação se agravou.
O companheiro da mulher afirmou que mantém um relacionamento com ela há cerca de três meses. Ele também declarou que teria alertado que o remédio era destinado apenas para adultos, mas que a mulher decidiu utilizá-lo para tentar acalmar o bebê.
Conforme consta no boletim de ocorrência, a criança possuía diagnóstico de hidrocefalia, já havia passado por uma cirurgia anteriormente e tinha outro procedimento médico agendado.
Diante das circunstâncias apresentadas, o casal foi preso em flagrante e conduzido para prestar esclarecimentos às autoridades.
A Secretaria da Segurança Pública informou que o caso foi registrado como homicídio na Central de Polícia Judiciária de Praia Grande.
As investigações continuam em andamento e deverão esclarecer com mais detalhes o que aconteceu antes da morte da criança, além de confirmar as circunstâncias relacionadas ao uso do medicamento.