Mistério: o que se sabe sobre a morte de um bebê em sua própria festa no interior de SP

Uma festa que deveria marcar um momento de alegria terminou em tragédia na noite do último sábado, 7 de fevereiro de 2026, em São Carlos, no interior paulista. O pequeno Noah Gabriel da Silva Guimarães, que havia completado um ano de vida recentemente, morreu após se afogar na piscina da chácara onde acontecia sua comemoração.

Segundo informações repassadas às autoridades, a celebração já estava chegando ao fim quando o acidente ocorreu. A mãe organizava a desmontagem da mesa de enfeites, enquanto o pai segurava o menino no colo. Em um momento de distração, o bebê saiu e todos imaginaram que ele tivesse ido em direção à mãe.

Infelizmente, Noah acabou se dirigindo para a área da piscina sem que ninguém percebesse. Minutos depois, foi encontrado por uma tia, já boiando na água. Uma convidada iniciou imediatamente as manobras de reanimação enquanto aguardavam a chegada do socorro.

Equipes do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência e do Corpo de Bombeiros Militar do Estado de São Paulo prestaram atendimento e encaminharam a criança ao Hospital Universitário da UFSCar. Apesar dos esforços das equipes de resgate e dos profissionais de saúde, o bebê não resistiu.

Policiais militares que atenderam a ocorrência observaram fatores que podem ter contribuído para o acidente. No momento da tragédia, uma chuva intensa atingia a região. Por causa do mau tempo, os toldos ao redor do salão foram abaixados, o que acabou bloqueando a visão da área da piscina.

Também foi constatado que a chácara não possuía câmeras de segurança que pudessem ajudar a esclarecer exatamente como a criança chegou até a água. Os pais, visivelmente abalados, prestaram depoimento ainda na madrugada de domingo.

O caso é investigado pela Polícia Civil de São Paulo, que solicitou exames ao Instituto Médico Legal e perícia técnica no local. A análise deve apontar se houve alguma falha estrutural, ausência de barreiras de proteção ou outro fator que tenha facilitado o acesso à piscina.

O corpo de Noah foi velado e sepultado na tarde de domingo, 8 de fevereiro, sob forte comoção. Amigos e familiares compareceram para prestar as últimas homenagens, em um clima de profunda tristeza.

Agora, os investigadores trabalham para determinar por quanto tempo o menino ficou sozinho e de que maneira conseguiu chegar até a piscina sem ser visto. A intenção é esclarecer todos os detalhes do ocorrido e compreender se houve negligência ou falha de segurança no ambiente.

A tragédia também reacende o alerta sobre os riscos envolvendo piscinas em eventos com grande circulação de pessoas. Especialistas reforçam que, em locais com crianças pequenas, medidas como cercas de proteção, travas de segurança e supervisão constante são fundamentais para evitar acidentes semelhantes.