Mortes na UTI: polícia do DF confirma que investiga duas novas mortes

O número de possíveis vítimas dos técnicos de enfermagem pode aumentar. Duas famílias procuraram a Polícia Civil do Distrito Federal para denunciar outras duas mortes consideradas suspeitas, que podem estar ligadas aos homicídios atribuídos ao técnico de enfermagem Marcos Vinícius Silva Barbosa de Araújo, de 24 anos.

Segundo apuração do portal g1, as famílias reconheceram Marcos Vinícius em reportagens recentes sobre o caso e decidiram procurar as autoridades. Ambas relataram que seus familiares estiveram internados no hospital entre os meses de agosto e setembro e ficaram sob os cuidados diretos do suspeito.

De acordo com os relatos, os dois pacientes morreram após paradas cardiorrespiratórias súbitas, em circunstâncias que levantaram desconfiança. As famílias afirmam que, à época, não receberam explicações claras sobre as causas das mortes.

A Polícia Civil informou que as novas denúncias serão apuradas em um inquérito separado, que ficará sob responsabilidade da Coordenação de Repressão a Homicídios da Polícia Civil do DF. As investigações devem analisar prontuários médicos, escalas de trabalho e outros documentos relacionados às internações.

Uma das supostas novas vítimas é uma idosa de 80 anos, cujo nome não foi divulgado. A família compareceu à delegacia na última quarta-feira, dia 21 de janeiro. O óbito foi confirmado pelo hospital no dia 14 de setembro de 2025.

A filha da idosa relatou à polícia que Marcos Vinícius estava no quarto no momento em que a mãe sofreu a parada cardiorrespiratória. Segundo a família, a paciente havia dado entrada no hospital com queixas de tontura e não possuía histórico de problemas cardíacos, o que aumentou a desconfiança sobre a causa da morte.

O outro caso denunciado envolve um idoso de 89 anos, cujo falecimento ocorreu no mês de agosto. Até o momento, não foram divulgadas mais informações, já que a família ainda não concedeu entrevistas à imprensa.

A Polícia Civil confirmou a abertura do novo inquérito, mas esclareceu que, por ora, nenhum dos casos exigirá exumação dos corpos. As mortes seguem sendo tratadas como suspeitas, até que a análise documental e pericial seja concluída.

Além de Marcos Vinícius, também permanecem presas as técnicas de enfermagem Amanda Rodrigues de Sousa e Marcela Camilly Alves da Silva, já investigadas por envolvimento em outros três homicídios confirmados pela polícia.

Com o avanço das apurações, as autoridades não descartam o surgimento de novas denúncias, uma vez que o suspeito atuava regularmente em setores sensíveis do hospital e teve contato direto com diversos pacientes.

O caso tem causado forte repercussão e ampliado o debate sobre protocolos de segurança, fiscalização e denúncia dentro de unidades hospitalares, especialmente em ambientes críticos como UTIs.

As investigações seguem em andamento, e a Polícia Civil reforça que qualquer familiar que identifique situações semelhantes ou suspeitas deve procurar as autoridades para contribuir com o esclarecimento completo dos fatos.