Pai tira a vida do filho de 2 anos e carta de despedida é encontrada ao lado no MT; motivação foi exposta
O pai suspeito de tirar a vida do próprio filho deixou uma carta e detalhou em palavras o que teria motivado a atitude.
A cidade de Sorriso, em Mato Grosso, foi palco de um crime que chocou a comunidade na noite de sexta-feira, 2 de janeiro de 2026. Um jovem de 21 anos foi preso sob suspeita de assassinar o próprio filho.
A criança foi identificada como Davi Lucca da Silva Lemos, de apenas 2 anos. O episódio ocorreu em uma residência no bairro Vila Bela, onde vizinhos perceberam um som em volume alto e, ao não receberem resposta, decidiram arrombar o imóvel. No interior de um quarto, encontraram o pai e a criança desacordados, além de uma carta de despedida escrita à mão.
O menino foi prontamente socorrido e encaminhado ao Hospital Regional de Sorriso em estado gravíssimo. A equipe médica realizou procedimentos de reanimação por aproximadamente 30 minutos, mas infelizmente a criança não resistiu aos ferimentos e teve o óbito confirmado. O suspeito também foi levado ao hospital, apresentando lesões no pescoço e falas desconexas, recebendo voz de prisão logo em seguida.
Em depoimento, a mãe da criança, Maria Vitória da Silva, relatou que estava separada do suspeito há cerca de duas semanas. Segundo ela, o homem vinha demonstrando forte irritação após descobrir que ela estava em outro relacionamento.
De acordo com a Polícia Militar, o conteúdo da carta e mensagens enviadas à mãe pouco antes do crime reforçam a tese de motivação passional. No texto, o pai afirma que “levaria o filho consigo” e descreve o menino como um “presente de Deus”, justificando o ato pela incapacidade de aceitar o fim do relacionamento e a nova vida da ex-companheira.
O caso está sendo acompanhado pela Polícia Civil e pela Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec). O homem permanece sob custódia e à disposição da Justiça, enquanto as investigações prosseguem.
Especialistas em saúde mental e violência doméstica ressaltam que situações de descontrole emocional e possessividade podem evoluir para crimes graves. É fundamental que sinais de risco, como ameaças, comportamento obsessivo e alterações drásticas de humor, sejam identificados precocemente e reportados a autoridades ou serviços de apoio.
Além disso, casos como este reforçam a importância de políticas públicas que ofereçam proteção às vítimas e acompanhamento psicológico a pessoas em conflito conjugal, evitando que desentendimentos e sentimentos de rejeição se transformem em tragédias.
O impacto de um crime assim vai muito além da vítima imediata. Familiares, amigos e toda a comunidade são profundamente afetados, mostrando a urgência de ampliar a conscientização sobre prevenção da violência doméstica e apoio a crianças e famílias em situações de risco.
Deixe um comentário