Sepultamento de menino de 3 anos que morreu vítima de acidente doméstico foi marcado por muita comoção
O caso trágico serve de alerta para pais e responsáveis. A dor tomou conta da zona rural de Conceição do Coité, no interior da Bahia, na tarde de segunda-feira (23), quando familiares, amigos e moradores do povoado de Juazeirinho se reuniram para se despedir do pequeno Apollo Sousa Barreto, de apenas 3 anos.
O sepultamento ocorreu por volta das 17h, sob forte comoção. A comunidade, que acompanhava de perto a rotina da família e compartilhava momentos simples do dia a dia com o menino, prestou as últimas homenagens em um clima de profunda tristeza.
Filho único, Apollo vivia dias de expectativa. A segunda-feira marcaria seu primeiro dia de aula, o início de uma nova etapa em sua vida escolar em uma instituição da própria zona rural do município — um momento que simbolizava crescimento e novas descobertas.
Descrito como uma criança carinhosa, ativa e sempre sorridente, ele adorava correr pelo quintal e brincar na casa de familiares, especialmente durante os encontros de domingo, quando todos costumavam se reunir.
O acidente aconteceu na tarde de domingo (22), na comunidade de Maxixe, também na zona rural de Conceição do Coité, município situado a cerca de 110 quilômetros de Feira de Santana.
Segundo informações divulgadas pela TV Subaé, afiliada da Rede Bahia, Apollo brincava com uma prima na casa de parentes quando, em determinado momento, saiu do campo de visão dos adultos.
Ao perceberem o desaparecimento, os familiares iniciaram buscas imediatas nas proximidades e o encontraram dentro de um tanque de água profundo. A criança foi retirada rapidamente e levada para a Unidade Materno Infantil (UMI) da cidade, mas já chegou ao local sem sinais vitais.
O caso foi registrado na Delegacia Territorial de Conceição do Coité, que expediu as guias para perícia e remoção do corpo, posteriormente encaminhado ao Departamento de Polícia Técnica de Serrinha.
A tragédia reacende um alerta importante sobre os riscos que reservatórios de água representam em ambientes frequentados por crianças pequenas, especialmente em áreas rurais, onde tanques e cisternas são comuns. Especialistas reforçam a necessidade de manter esses locais sempre cobertos, cercados ou com acesso restrito.
Momentos de lazer e reuniões familiares exigem atenção redobrada, já que bastam poucos minutos de descuido para que acidentes graves aconteçam. A instalação de tampas adequadas, grades de proteção e a supervisão constante são medidas simples que podem evitar perdas irreparáveis.
Para a comunidade de Juazeirinho, fica o luto e a saudade de uma criança que estava prestes a iniciar uma nova fase da vida. Para outras famílias, permanece o alerta: prevenção e vigilância são atitudes essenciais para proteger os pequenos dentro e fora de casa.