Tragédia em BH: Sobe para cinco o número de mortos em desabamento em asilo e ainda há desaparecidos
As causas do desabamento ainda são desconhecidas e passam por investigação das autoridades competentes. Incidentes envolvendo estruturas de edifícios costumam mobilizar rapidamente equipes de resgate, sobretudo quando ocorrem em locais que abrigam pessoas em situação de maior vulnerabilidade.
Em instituições destinadas ao cuidado de idosos, qualquer ocorrência estrutural gera preocupação imediata quanto à segurança das instalações e ao bem-estar dos moradores. Situações desse tipo exigem respostas rápidas das autoridades e um esforço intenso das equipes de emergência para localizar sobreviventes, prestar socorro às vítimas e garantir a segurança do entorno.
Na madrugada desta quinta-feira (5), um imóvel que funcionava como casa de repouso desabou no bairro Jardim Vitória, na região Nordeste de Belo Horizonte, deixando mortos e feridos. O prédio abrigava a Casa de Repouso Pró-Vida e, no momento do colapso da estrutura, havia 29 pessoas no interior do estabelecimento.
De acordo com informações do Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais, cinco pessoas morreram no local. Entre as vítimas estão um idoso de 78 anos, um homem de cerca de 30 anos — identificado como filho do proprietário da instituição — e outros três idosos, com idades de 87, 68 e 78 anos.
O desabamento ocorreu por volta da 1h da manhã. Parte das pessoas que estavam no imóvel conseguiu sair por conta própria logo após o incidente. Ao todo, nove ocupantes deixaram o prédio sem precisar de auxílio direto das equipes de resgate.
Outras vítimas foram retiradas com vida pelos socorristas e encaminhadas ao Hospital Odilon Behrens para receber atendimento médico. Profissionais de saúde e equipes de emergência permaneceram mobilizados durante toda a madrugada para prestar assistência aos sobreviventes.
As buscas continuaram ao longo da manhã na tentativa de localizar sete pessoas que ainda não haviam sido encontradas nas primeiras horas após o desabamento. Para isso, os militares utilizaram equipamentos especializados capazes de detectar possíveis sinais de vida sob os escombros e identificar espaços onde alguém possa ter ficado protegido pela estrutura.
Segundo o tenente Henrique Barcellos, do Corpo de Bombeiros, as primeiras 24 horas após um desabamento são consideradas decisivas nas operações de resgate. Isso porque ainda existe a possibilidade de sobreviventes permanecerem em bolsões de ar formados entre os destroços.
Durante a manhã, duas pessoas idosas, ambas com 87 anos, foram encontradas com vida pelas equipes de resgate. Uma delas precisou ser transportada de helicóptero para atendimento hospitalar, enquanto a outra foi levada por uma ambulância do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência.
As causas do colapso da estrutura ainda não foram esclarecidas e serão analisadas por técnicos e autoridades responsáveis. A Prefeitura de Belo Horizonte informou que o estabelecimento possuía alvará de funcionamento válido até 2030 e que a documentação sanitária também estava regular.
Segundo o município, a última vistoria realizada pela Vigilância Sanitária havia ocorrido em janeiro de 2026. Enquanto as equipes seguem trabalhando no local e prestando assistência às vítimas, as autoridades buscam reunir informações que ajudem a entender o que pode ter provocado o desabamento da estrutura.