Triste coincidência é exposta no caso da jovem Priscila, amiga de Tainara que foi arrastada na marginal

Uma triste coincidência envolvendo dois casos recentes tem chamado a atenção das autoridades, e novos detalhes devem ser divulgados em breve. A tragédia que vitimou Priscila Ribeiro Verson, na zona norte de São Paulo, é daquelas que causam profundo choque — não apenas pela violência do crime, mas também pela ligação dolorosa com outro episódio semelhante.

Priscila tinha apenas 22 anos quando foi levada já sem vida ao Hospital Municipal Vereador José Storopoli pelo próprio companheiro, Deivit Bezerra Pereira. Ao examinarem o corpo, os médicos se depararam com múltiplas marcas de agressão e sinais de rigidez cadavérica, indicando que a morte havia ocorrido horas antes da chegada ao pronto-socorro.

Durante a investigação inicial, a polícia encontrou no carro de Deivit vestígios de sangue e um galão de gasolina — elementos que tornaram o caso ainda mais perturbador. Priscila passa agora a integrar as estatísticas de feminicídio no estado, deixando três filhos pequenos, entre eles um bebê de apenas seis meses que crescerá sem a presença da mãe.

O que torna a situação ainda mais dolorosa é a conexão direta com outra tragédia recente. Priscila era amiga próxima de Tainara Souza Santos, também vítima de feminicídio em dezembro de 2025. Tainara morreu após ser atropelada e arrastada por um veículo na Marginal Tietê, crime que causou forte comoção na capital paulista e mobilizou comunidades e times de várzea em busca de justiça.

Tatiana, irmã de Tainara, utilizou as redes sociais para expressar sua indignação e tristeza diante da morte de Priscila. Em seu desabafo, questionou até quando mulheres jovens, conhecidas na comunidade e “da quebrada”, continuarão sendo lembradas apenas em camisetas e homenagens póstumas.

Atualmente, Deivit Bezerra Pereira encontra-se preso e à disposição da Justiça. O caso é investigado pelo 73º Distrito Policial do Jaçanã, que apreendeu o celular e o veículo do suspeito para perícia. Exames realizados pelo Instituto Médico Legal deverão apontar com precisão a causa da morte de Priscila.

Assim como ocorreu no caso de Tainara — em que o agressor, Douglas Alves da Silva, também foi detido — a sociedade aguarda uma resposta firme e célere das autoridades, compatível com a gravidade dos crimes.

As mortes dessas duas jovens, ambas mães e descritas por amigos como mulheres cheias de sonhos e planos, reforçam a urgência de políticas públicas mais eficazes de proteção às mulheres em São Paulo, especialmente nas regiões periféricas onde o acesso à rede de apoio ainda é limitado.

Especialistas apontam que o combate ao feminicídio exige não apenas punição rigorosa, mas também prevenção contínua, com fortalecimento de delegacias especializadas, ampliação de casas de acolhimento e campanhas educativas permanentes. Sem essas medidas estruturais, casos como esses tendem a se repetir de forma alarmante.

A coincidência trágica que une as histórias de Priscila e Tainara escancara uma realidade dolorosa: a violência contra a mulher segue fazendo vítimas muito próximas umas das outras, dentro das mesmas comunidades. Para familiares e amigos, resta o luto — e a esperança de que essas perdas não sejam apenas mais um número nas estatísticas, mas um ponto de virada para mudanças concretas.