Última corrida: motorista de app de 74 anos é encontrada morta, com sinais de violência e caso assusta SC
O caso, considerado chocante pelos moradores da região, segue sob investigação das autoridades. Desaparecimentos ocorridos durante a rotina de trabalho costumam gerar apreensão imediata entre familiares, sobretudo quando envolvem profissionais que atuam sozinhos e mantêm contato frequente com desconhecidos.
Em cidades menores, onde os laços comunitários são mais estreitos, episódios dessa natureza ganham grande repercussão e mobilizam a população. Foi nesse contexto que a morte de Alice Dresch, de 74 anos, provocou forte comoção em Canelinha, na região da Grande Florianópolis.
A idosa trabalhava como motorista de aplicativo havia cerca de quatro anos, atividade que exercia para complementar a renda da aposentadoria. Ela foi encontrada sem vida às margens de um riacho após desaparecer enquanto realizava uma corrida.
Segundo relatos da família, Alice saiu de casa ainda por volta das 5h da manhã, em Camboriú, como fazia diariamente. No decorrer da manhã, no entanto, deixou de responder às mensagens enviadas por parentes, o que despertou preocupação.
A ausência no horário habitual do almoço aumentou a angústia dos familiares, que passaram a buscar informações em hospitais e junto às autoridades. Horas depois, veio a confirmação de que um corpo havia sido localizado ainda durante a manhã, na região de Canelinha. A identificação confirmou tratar-se da motorista.
O caso foi registrado como homicídio pelo 31º Batalhão da Polícia Militar de Santa Catarina, e as investigações estão sendo conduzidas pela Polícia Civil de Santa Catarina. O filho da vítima destacou o perfil acolhedor da mãe, lembrando que ela era conhecida pela simpatia e pelo cuidado com os passageiros, a quem frequentemente oferecia pequenos gestos de gentileza durante as corridas.
A descrição reforça a imagem de uma mulher ativa, generosa e dedicada, que mesmo após anos de trabalho seguia exercendo a profissão com disposição. A Polícia Civil informou que há indícios sobre um possível envolvido no crime, mas detalhes não foram divulgados para não comprometer o andamento das apurações.
Até o momento, a dinâmica exata do que aconteceu ainda não foi totalmente esclarecida. A expectativa é que laudos periciais e a análise de dados, como registros de corrida e comunicações telefônicas, ajudem a reconstruir os últimos passos da motorista.
O caso reacende o debate sobre os riscos enfrentados por motoristas de aplicativo, especialmente aqueles que atuam sozinhos em horários de menor movimento. Especialistas apontam a necessidade de aprimorar protocolos de segurança e mecanismos de monitoramento para proteger esses profissionais.
Enquanto a investigação avança, familiares e moradores aguardam respostas que possam esclarecer as circunstâncias do crime e garantir que os responsáveis sejam identificados, trazendo algum alívio diante de uma perda que abalou profundamente a comunidade.