Um dia antes de ser morta empresária gravou ex-marido chorando: ‘Vai embora’
Um crime contra uma empresária causou choque imediato, tanto pela cena encontrada quanto pelos detalhes que vieram à tona nas horas seguintes. A forma como o corpo foi localizado, dentro do próprio apartamento, chamou a atenção de investigadores e moradores, gerando questionamentos sobre as circunstâncias do caso.
Barbara Denise Folha de Oliveira, de 34 anos, foi encontrada sem vida na última terça-feira, 20 de janeiro, em São Vicente, litoral de São Paulo. A descoberta foi feita por sua mãe e pelo filho adolescente, de 14 anos, ao entrarem no imóvel. Segundo relatos, o corpo apresentava moedas posicionadas nos olhos e na boca, um detalhe que indicou aos investigadores que o crime possuía um contexto mais complexo do que um simples desentendimento familiar.
Um dia antes do ocorrido, Barbara gravou um vídeo dentro do apartamento mostrando seu ex-marido, Manoel Ferro de Melo, de 38 anos, chorando enquanto ela insistia para que ele deixasse o local. O material foi enviado a familiares como registro da tensão vivida naquele momento. Em áudios, a empresária reforça o pedido para que Manoel saia, oferecendo dinheiro e até ajuda com transporte, demonstrando preocupação em encerrar o conflito de maneira pacífica.
Segundo a mãe, o último contato com a filha ocorreu por telefone na noite anterior ao crime. Barbara expressava receio de sair de casa e relatava que o ex-companheiro poderia causar prejuízos materiais. Após esse contato, a família não conseguiu mais falar com ela.
Manoel foi localizado e preso na capital paulista na madrugada de quinta-feira, 22 de janeiro. O delegado responsável aguarda o laudo necroscópico para esclarecer se as moedas foram posicionadas antes ou depois da morte, um detalhe que pode ajudar a compreender a dinâmica do crime.
O caso reacende o debate sobre violência em relações afetivas, ressaltando a importância de identificar sinais de risco antes que situações cheguem a desfechos irreversíveis. Profissionais de segurança e organizações de apoio enfatizam a necessidade de atenção aos sinais de ameaça, como controle excessivo, agressividade e comportamento coercitivo.
Especialistas também alertam para a importância de canais de denúncia e acompanhamento psicológico, destacando que familiares e amigos podem desempenhar papel fundamental na prevenção, oferecendo suporte ou acionando autoridades quando necessário.
Além do impacto direto sobre a família da vítima, o episódio evidencia a urgência de políticas públicas mais eficazes na proteção de mulheres e adolescentes, assim como a conscientização da sociedade sobre os riscos de relações abusivas, reforçando a necessidade de prevenção antes que ocorram tragédias.