Universitária pede corrida por app e acaba morta pelo namorado
O caso deixou a comunidade de Fortaleza, no Ceará, em choque. Mais um episódio de violência contra mulheres evidencia o cenário preocupante que persiste em grandes cidades brasileiras, especialmente em relações marcadas por controle e ciúmes.
Muitas vezes, situações do cotidiano evoluem rapidamente para conflitos graves, deixando familiares, amigos e colegas em estado de choque. O índice de violência contra a mulher continua em crescimento no país, exigindo atenção constante das autoridades e da sociedade.
Foi nesse contexto que a jovem Luciana Cordeiro do Nascimento, de 27 anos, universitária e auxiliar administrativa da Secretaria da Saúde do Ceará, teve sua vida tragicamente interrompida na noite de terça-feira. O episódio ocorreu dentro de uma residência na capital cearense e gerou forte comoção entre servidores públicos e estudantes universitários.
As investigações apontam que o principal suspeito é o próprio namorado, Bruno Ribeiro da Silva, de 30 anos, preso poucas horas após o crime. Segundo a apuração inicial, a discussão teria sido motivada pelo desejo de Luciana de comparecer a um aniversário familiar, após solicitar uma corrida por aplicativo.
O pedido de transporte acabou sendo decisivo para que a situação viesse à tona. O motorista, ao chegar ao endereço indicado, percebeu algo estranho próximo ao portão e acionou as autoridades. A polícia iniciou imediatamente as diligências para localizar o suspeito, que havia fugido do local.
De acordo com a Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social, Bruno tentou escapar em uma motocicleta até o município de Morada Nova, mas foi localizado e preso em flagrante, sendo autuado pelo crime de feminicídio. O suspeito já possuía antecedentes criminais, inclusive relacionados à violência doméstica.
A morte de Luciana gerou manifestações de pesar por parte da Secretaria da Saúde do Ceará, que destacou sua trajetória profissional. Ela ingressou na rede estadual como estagiária, atuou no Hospital Geral de Fortaleza e, mais recentemente, desempenhava funções no nível central da pasta, sendo reconhecida por seu comprometimento e dedicação.
Em nota oficial, o órgão reafirmou seu repúdio a qualquer forma de violência contra a mulher e reforçou o compromisso de implementar políticas de prevenção, acolhimento e proteção às vítimas.
O caso reforça a importância de identificar sinais de relacionamentos abusivos antes que escalem para situações irreversíveis. Profissionais da área de segurança e assistência social alertam sobre o papel da denúncia precoce e da rede de apoio na proteção das mulheres.
Além do impacto pessoal e familiar, episódios como este geram reflexões sobre a necessidade de conscientização social e educação para o respeito às mulheres, mostrando que violência doméstica não é apenas um problema individual, mas um desafio coletivo.
Em meio ao luto e à indignação, a memória de Luciana permanece como um chamado à ação: políticas públicas mais efetivas, prevenção, fiscalização e apoio emocional podem salvar vidas e evitar que tragédias como essa se repitam.