Velório de adolescente morta em padaria é marcado por forte revolta: ‘Foi a sangue frio’
O crime ocorrido na noite da última quarta-feira, dia 4 de fevereiro, em Ribeirão das Neves, causou revolta imediata na comunidade e transformou o luto em um clamor por justiça. Desde as primeiras horas da manhã, moradores, amigos e familiares se reuniram, indignados, tentando compreender como um episódio tão chocante pôde acontecer em um local de trabalho comum.
A despedida da adolescente Nathiely Kamilly, de 16 anos, morta enquanto cumpria sua rotina em uma padaria, foi marcada por lágrimas, revolta e pedidos por respostas rápidas das autoridades. O velório ocorreu no Cemitério Porto Seguro, reunindo dezenas de pessoas próximas à jovem.
A dor era visível nos rostos e nas falas emocionadas de parentes e amigos. Familiares destacaram que Nathiely era uma adolescente cheia de planos, dedicada ao trabalho e muito querida por todos ao redor. A sensação compartilhada era de que sonhos foram interrompidos de forma injusta, deixando uma ferida profunda na família.
Uma das primas da vítima relatou que a violência do caso gerou ainda mais indignação por envolver alguém próximo da jovem. O relacionamento recente e conturbado da adolescente com o principal suspeito já havia levantado preocupações entre familiares. Segundo eles, havia discussões frequentes e atitudes desrespeitosas, reforçando a necessidade de atenção a sinais de comportamentos agressivos em relações afetivas entre jovens.
Além de Nathiely, o ataque tirou a vida de uma cliente de 56 anos e de outra adolescente de 14 anos, também funcionária da padaria. As três vítimas estavam no local no momento da ação, aumentando o sentimento de insegurança entre moradores do bairro.
Muitos presentes no velório relataram medo e revolta diante da repetição de casos semelhantes envolvendo mulheres e adolescentes. A tia e madrinha da jovem destacou que a família está emocionalmente despedaçada e cobrou medidas mais eficazes para evitar que episódios como esse se repitam. O sepultamento ocorreu sob forte comoção, com pedidos de justiça e mudanças sociais.
O caso reacende a necessidade urgente de políticas públicas voltadas à proteção de adolescentes e mulheres, incluindo campanhas de conscientização sobre relacionamentos abusivos e acompanhamento psicológico para jovens em situação de risco.
Especialistas apontam que familiares, escolas e comunidades devem estar atentos a sinais de violência e ciúmes patológicos, pois a prevenção depende da identificação precoce de comportamentos agressivos antes que evoluam para tragédias irreversíveis.
Além da responsabilização legal do agressor, o episódio reforça a importância de medidas integradas de segurança pública, educação e apoio social, mostrando que a proteção à vida de adolescentes exige ação conjunta de sociedade, autoridades e instituições.