Pai é preso após mãe e filha não resistirem diante de carro jogado no rio

O pai é o principal suspeito de ter causado a morte de uma mãe e sua filha. A Polícia Civil do Paraná efetuou a prisão preventiva de Márcio Talaska no último sábado, 9 de maio de 2026, sob a suspeita de ser o responsável direto pela morte de sua esposa e da filha do casal, de apenas 3 anos.

O caso, que inicialmente havia sido registrado como um trágico acidente no Rio Paraná, sofreu uma reviravolta após o trabalho investigativo da delegada Iasmin Dias Gregório, que reuniu elementos técnicos capazes de contestar a versão apresentada pelo investigado.

Em depoimento, Márcio alegou que a esposa conduzia o veículo e que o casal estaria desorientado no momento da queda no rio. No entanto, a análise de 23 imagens de câmeras de monitoramento indicou que ele era quem dirigia o automóvel durante todo o trajeto.

As investigações apontaram que o percurso até a rampa de acesso ao rio durou aproximadamente oito minutos, de forma contínua e sem desvios, o que contradiz a versão de que o casal estaria perdido ou em situação de desorientação na cidade. Também não foram encontrados registros de pedidos de ajuda ou informações ao longo do caminho.

As imagens ainda mostram o momento em que o veículo entrou na água. Segundo a investigação, o suspeito conseguiu sair do carro com relativa facilidade, mas teria demorado cerca de um minuto e meio para acionar o socorro após o ocorrido.

Infelizmente, as ocupantes do veículo, Iria Djanira Roman Costa Talaska e a pequena Maria Laura Roman Talaska, não conseguiram sair do automóvel e morreram afogadas após a submersão completa.

O conjunto de provas reunido pela polícia inclui imagens de câmeras de segurança, laudos periciais e depoimentos de testemunhas que estiveram com a família em uma confraternização pouco antes do ocorrido. Esses elementos embasaram o pedido de prisão preventiva aceito pela Justiça.

Diante da gravidade das suspeitas e das contradições apresentadas, o investigado foi encaminhado ao sistema penitenciário, onde permanece à disposição da Justiça e deve responder às acusações relacionadas ao caso.

A Polícia Civil segue aprofundando as investigações para esclarecer completamente a dinâmica dos fatos e possíveis motivações. Novas perícias ainda podem ser realizadas caso surjam elementos adicionais que auxiliem na elucidação do caso.

As autoridades também destacam que o processo segue em andamento e que todas as hipóteses serão analisadas dentro do devido rigor técnico e legal, garantindo o direito de defesa e o contraditório ao investigado.