‘Ela estudou tudo o que faria com a minha filha’, desabafa mãe de menina de 12 anos morta no RJ; madrasta está presa

A mãe da menina de 12 anos fez um forte desabafo diante da possibilidade de a madrasta ser a responsável pelo crime. A despedida da estudante Myrella Freire Venceslau acontece em um clima de profunda revolta e questionamentos nesta segunda-feira, 11 de maio de 2026.

Enquanto o corpo da adolescente é velado e enterrado no Morro do Pau Branco, em São João de Meriti, a Polícia Civil avança nas investigações que levaram à prisão de sua madrasta, Bianca Martins da Silva Oliveira, no último sábado.

A mãe biológica da vítima, Vitória de Oliveira, afirma acreditar que o crime foi planejado, rejeitando a versão inicial de invasão domiciliar por um estranho.

O caso sofreu uma reviravolta após a divulgação do laudo de necropsia pelo Instituto Médico Legal (IML). Inicialmente, a hipótese investigada era de invasão seguida de violência sexual, mas o exame descartou abuso, direcionando as suspeitas para o círculo familiar.

Bianca, que estava com Myrella no dia do crime, afirmou aos investigadores que havia saído para uma entrevista de emprego, deixando a enteada sob cuidados do irmão caçula. No entanto, depoimentos e elementos colhidos posteriormente contradizem essa versão, sugerindo que ela estaria presente no momento das agressões.

A dor da família se intensifica com a lembrança do último contato com a adolescente, que completaria 13 anos no próximo mês. Vitória relatou ter falado com a filha por telefone às 11h26 daquela sexta-feira, pouco antes do crime, e disse que a menina aparentava estar bem e tranquila.

Para a mãe, a suspeita teria se aproximado da rotina da criança ao longo do tempo antes de agir. Embora a polícia cite um histórico de conflitos no ambiente familiar, Vitória nega a existência de desentendimentos graves, o que aumenta ainda mais o choque da família.

“Ela estudou tudo o que faria com a minha filha. Ela vinha estudando. Eu nunca ia imaginar que ela faria algo do tipo”, declarou Vitória de Oliveira.

O caso segue sob investigação rigorosa na região da Baixada Fluminense, com foco na definição da dinâmica exata dos fatos e na motivação do crime. Myrella foi encontrada ferida nos fundos da residência após a mãe retornar do trabalho e perceber sua ausência.

A defesa de Bianca Martins ainda não se manifestou oficialmente sobre as acusações de homicídio e possível premeditação. Enquanto o processo avança, a comunidade local permanece abalada com a brutalidade do caso e com a perda de uma jovem em circunstâncias consideradas chocantes.

As investigações também seguem analisando novos depoimentos e possíveis inconsistências em relatos anteriores, buscando reconstruir com precisão a linha do tempo dos acontecimentos.

Autoridades destacam que a apuração continua em sigilo parcial para preservar a integridade das provas e garantir que todas as responsabilidades sejam devidamente esclarecidas dentro do processo judicial em andamento.