Sepultamento de adolescente de 12 anos, supostamente morta pela madrasta, é marcado por desespero
O caso provocou forte revolta na comunidade onde o crime teria ocorrido. Familiares e amigos se despediram na segunda-feira (11) da estudante Myrella Freire Venceslau, de 12 anos, em São João de Meriti, na Baixada Fluminense.
O enterro aconteceu no Cemitério Vila Rosali e foi marcado por grande comoção entre pessoas próximas da adolescente, que foi encontrada sem vida nos fundos da residência onde morava, no Morro do Pau Branco.
O caso segue sob investigação da Delegacia de Homicídios da Polícia Civil, que busca esclarecer as circunstâncias do ocorrido dentro da casa na última sexta-feira (8). Myrella vivia com a mãe, a madrasta e o irmão mais novo.
Segundo informações da família, a menina foi encontrada com múltiplos ferimentos no quintal da residência e socorrida com urgência ao Hospital Municipal de São João de Meriti, mas já chegou à unidade sem sinais vitais.
Pessoas próximas relataram que tentaram prestar socorro imediato, na esperança de salvar a adolescente. A morte gerou forte comoção na região, mobilizando moradores que acompanham o caso com indignação e tristeza.
No início das investigações, a hipótese de invasão domiciliar chegou a ser considerada pelas autoridades. No entanto, o laudo inicial da necropsia descartou sinais de violência sexual, levando a polícia a aprofundar a análise de depoimentos e demais evidências coletadas.
Durante o avanço das apurações, os investigadores identificaram contradições no depoimento da madrasta, Bianca Martins da Silva Oliveira, de 27 anos, que acabou presa no sábado (9). Ela havia afirmado estar em uma entrevista de emprego no momento do ocorrido, mas a polícia aponta que ela estaria na residência no período em questão. A suspeita nega envolvimento no caso.
Amigos e moradores da comunidade também prestaram homenagens nas redes sociais, descrevendo Myrella como uma menina tranquila, querida e de convivência pacífica. A investigação segue em andamento, aguardando novos laudos periciais que devem auxiliar na conclusão do inquérito.
A Polícia Civil trabalha agora para confrontar os depoimentos com provas técnicas e imagens eventualmente disponíveis na região, buscando reconstruir a linha do tempo dos acontecimentos com maior precisão. Esse cruzamento de informações é considerado essencial para esclarecer o que realmente ocorreu dentro da residência.
Enquanto isso, o caso segue gerando forte repercussão local, com moradores cobrando respostas rápidas das autoridades. A expectativa é que os próximos resultados periciais tragam novos elementos que possam confirmar ou descartar versões apresentadas até o momento.