Médico é acusado de homicídio após remover órgão errado de paciente em mesa de cirurgia

Um médico cirurgião nos Estados Unidos foi formalmente denunciado à Justiça por homicídio culposo após a morte de um paciente durante um procedimento cirúrgico considerado incorreto. O caso ocorreu em agosto de 2024 e ganhou repercussão internacional.

A vítima, William Bryan, de 70 anos, estava na mesa de cirurgia para a retirada do baço, mas acabou tendo o fígado removido por engano pelo cirurgião Thomas Shaknovsky, de 44 anos. O erro resultou na morte do paciente ainda durante o procedimento.

Segundo informações do The Guardian, o caso passou a ser investigado pelas autoridades após a constatação de que o paciente não resistiu a uma hemorragia grave provocada durante a cirurgia. A denúncia foi posteriormente aceita pelo júri, que entendeu haver indícios de erro médico grave com resultado fatal.

De acordo com a acusação, o médico não apenas teria removido o órgão errado, como também utilizado uma técnica inadequada no procedimento. A promotoria sustenta que essas falhas contribuíram diretamente para o desfecho do caso.

Durante a investigação, o cirurgião alegou que enfrentou dificuldades ao tentar conter um aneurisma, o que teria causado um acúmulo de sangue na cavidade torácica do paciente. Ele afirmou ainda que o quadro já era crítico, com William Bryan em parada cardíaca por cerca de 15 minutos antes da continuidade da cirurgia.

A família da vítima contesta a conduta médica e afirma que houve falhas graves em todo o atendimento. Segundo os relatos, o paciente inicialmente não desejava ser submetido à cirurgia, mas teria sido convencido de que corria risco caso deixasse o hospital sem o procedimento.

O caso também levanta questionamentos sobre a comunicação pós-operatória. De acordo com familiares, mesmo após a morte de William Bryan, o médico teria apresentado o órgão removido e informado incorretamente que se tratava do baço, alegando ainda que ele estaria aumentado e em posição anormal no corpo.

As investigações seguem em andamento, e o processo agora avança no sistema judicial norte-americano, que deverá avaliar as responsabilidades do profissional e as circunstâncias exatas que levaram ao erro fatal durante a cirurgia.