Polícia diz o que aconteceu com casal que foi encontrado morto dentro de casa em SC; eles estavam separados há 2 anos
Uma investigação preliminar conduzida pela Polícia Civil de Santa Catarina aponta para uma dinâmica trágica no caso do casal de servidores públicos encontrado morto na última segunda-feira, 11 de maio de 2026.
Os corpos de Juçara Lazarin do Prado Scortegagna, de 50 anos, e Luís Scortegagna, de 61, foram localizados por familiares na residência do homem, situada na localidade de Linha 8 de Maio, no interior de Concórdia.
De acordo com as autoridades, a principal linha de investigação sugere que a mulher teria tirado a vida do ex-companheiro e, em seguida, cometido suicídio. A Polícia Civil segue apurando os detalhes para confirmar a sequência dos fatos e entender a motivação do ocorrido.
Apesar de terem sido casados, Juçara e Luís estavam separados há aproximadamente dois anos e já não residiam no mesmo imóvel. No local, a Polícia Militar apreendeu uma faca, que pode ter sido utilizada na ação, e o material foi encaminhado para perícia.
O caso está sob responsabilidade da Delegacia de Investigação Criminal (DIC) de Concórdia, que aguarda os laudos periciais e pretende ouvir testemunhas e pessoas próximas ao casal para esclarecer as circunstâncias que levaram ao desfecho fatal.
Ambas as vítimas tinham histórico de atuação no serviço público municipal. Luís trabalhava na Secretaria de Infraestrutura Rural da Prefeitura de Concórdia desde 2018, enquanto Juçara atuava na Secretaria Municipal de Educação desde 2019.
Em nota, a administração municipal lamentou profundamente o ocorrido e manifestou solidariedade aos familiares e amigos, destacando o impacto da perda para a comunidade e para o quadro de servidores.
O caso gerou forte comoção em Concórdia, onde colegas de trabalho e moradores aguardam o avanço das investigações. A expectativa é de que os laudos técnicos ajudem a esclarecer com precisão a dinâmica do que aconteceu dentro da residência.
Nos próximos dias, a polícia deve consolidar depoimentos e análises periciais para concluir o inquérito, buscando entender não apenas a sequência dos fatos, mas também possíveis fatores que possam ter contribuído para o desfecho da tragédia.
O episódio também reacendeu debates locais sobre saúde mental e conflitos interpessoais em relações familiares e conjugais, especialmente em situações de separação recente e convivência marcada por tensões anteriores.