Mãe e filha são achadas sem vida dentro de quarto em SP; pai ficou em estado de choque ao se deparar com corpos

A madrugada desta quarta-feira, 13 de maio de 2026, trouxe uma notícia desoladora para os moradores da Vila Santa Catarina, na região do Jabaquara, zona sul de São Paulo. Michelle Patrícia Silva de Oliveira, de 36 anos, e sua filha, Isis Oliveira Queiroz Medina Rodrigues, de apenas 13 anos, foram encontradas mortas dentro de um dos quartos da residência onde viviam.

A descoberta foi feita pelo próprio pai de Michelle, que entrou em estado de choque ao encontrar os corpos caídos no chão. De acordo com os registros iniciais da Polícia Militar, ambas apresentavam espuma na boca, embora nenhuma substância química, veneno ou medicamento tenha sido localizado de imediato nas proximidades.

A investigação da Polícia Civil agora se debruça sobre dois cadernos encontrados no imóvel, sendo que um deles contém uma mensagem de despedida supostamente escrita por Michelle e datada do dia anterior à tragédia.

Em depoimento, a irmã da vítima relatou que o contato entre elas era esporádico e que a última conversa havia ocorrido há cerca de dez dias, ocasião em que Michelle mencionou estar em um novo relacionamento com um homem cuja identidade ainda é desconhecida pela família.

A testemunha também afirmou desconhecer qualquer envolvimento da irmã com drogas ou uso de medicamentos controlados, o que torna o cenário ainda mais complexo para os peritos.

O caso foi registrado e segue sob investigação como suicídio seguido de homicídio qualificado, uma tipificação usada pelas autoridades em situações em que há suspeita de que um dos envolvidos tenha provocado a morte de outra pessoa antes de tirar a própria vida.

Os cadernos encontrados no local passarão por análise grafotécnica, e os laudos do Instituto Médico-Legal serão decisivos para esclarecer a causa das mortes e verificar se houve ingestão de alguma substância tóxica.

Enquanto o inquérito avança, a tragédia reacende discussões sobre o impacto do isolamento emocional e a importância de redes de apoio familiar atentas a mudanças repentinas de comportamento.

Nos dias seguintes ao ocorrido, a comunidade local se mobilizou em manifestações de solidariedade, com vizinhos e conhecidos prestando homenagens discretas em frente à residência da família, em sinal de respeito e choque diante da perda.

A Polícia Civil também deve analisar registros de comunicação e possíveis interações recentes da vítima, buscando reconstruir as últimas horas de Michelle e entender o contexto emocional que antecedeu o desfecho da ocorrência.

O caso segue sob sigilo parcial, enquanto os peritos trabalham para reunir elementos técnicos que ajudem a confirmar com precisão a dinâmica do que aconteceu dentro da casa.