Atropelada junto com a filha que morreu, diplomata se recupera; pai dá declaração comovente

O acidente ocorrido no último sábado, 16 de maio, segue provocando forte comoção no Rio de Janeiro. Tragédias que interrompem trajetórias de forma abrupta costumam deixar marcas profundas em familiares e amigos, especialmente quando envolvem jovens cheios de sonhos e planos para o futuro.

A morte de Mariana Tanaka Abdul Hak, de apenas 20 anos, transformou um momento que simbolizava recomeço em uma despedida cercada de dor. A mãe da jovem, a diplomata Ana Patrícia Neves Abdul Hak, continua em recuperação após também ter sido atingida no atropelamento registrado em Ipanema, na Zona Sul do Rio de Janeiro.

Ela sofreu ferimentos e precisou deixar a unidade hospitalar utilizando cadeira de rodas. Mariana, por sua vez, não resistiu às lesões após ser prensada contra um poste por uma van que invadiu a calçada.

O pai da jovem, o diplomata Ibrahim Abdul Hak Neto, falou emocionado sobre a perda enquanto acompanhava a esposa no Aeroporto Santos Dumont, de onde a família embarcou rumo a São Paulo, cidade onde será realizado o velório.

Em depoimento, ele descreveu a filha como uma presença luminosa dentro de casa, alguém que espalhava alegria, música e entusiasmo por onde passava. Segundo Ibrahim, Mariana havia decidido construir a própria trajetória no Brasil depois de passar anos vivendo em diferentes países devido à carreira diplomática dos pais.

A jovem morou em diversas partes do mundo e, recentemente, escolheu o Rio de Janeiro para iniciar uma nova etapa profissional. Ela havia sido contratada pela L’Oréal e demonstrava grande entusiasmo com o novo desafio.

No dia do acidente, Mariana desembarcou pela manhã no Aeroporto Internacional Tom Jobim e seguiu para o apartamento onde passaria a residir, em Ipanema. Após deixar as malas, decidiu caminhar pelo bairro ao lado da mãe. Pouco depois, as duas foram surpreendidas pela van que avançou sobre a calçada.

Além de mãe e filha, um entregador também ficou ferido. Mariana chegou a ser socorrida e encaminhada ao Hospital Municipal Miguel Couto, mas faleceu no dia seguinte em decorrência da gravidade dos ferimentos.

Muito abalado, Ibrahim afirmou que tenta encontrar conforto nas lembranças construídas ao longo dos 20 anos de vida da filha. Entre lágrimas, declarou que prefere agradecer pelo tempo compartilhado do que se apegar apenas à ausência deixada pela jovem, que sonhava em criar raízes no país onde nasceu.

O caso reacendeu debates sobre segurança viária em áreas urbanas movimentadas, especialmente em bairros turísticos e de grande circulação de pedestres, como Ipanema. Moradores relatam preocupação com episódios envolvendo veículos que invadem calçadas, defendendo maior fiscalização e medidas de prevenção.

Autoridades informaram que as circunstâncias do atropelamento continuam sob investigação, incluindo a análise de imagens de câmeras de segurança e o depoimento de testemunhas. A expectativa é de que o inquérito esclareça as responsabilidades e contribua para evitar que tragédias semelhantes voltem a ocorrer.

Enquanto isso, amigos e conhecidos prestam homenagens nas redes sociais, destacando a personalidade vibrante de Mariana e o impacto positivo que ela causava nas pessoas ao redor. A despedida tem sido marcada por mensagens de carinho e solidariedade à família, que enfrenta um momento de profunda dor.