Caso Sttela e Letycia: reviravolta em caso de desaparecimento de primas leva ex do suspeito à prisão

A polícia passou a tratar o caso como possível duplo homicídio. O desaparecimento de duas jovens no interior do Paraná segue cercado de questionamentos e mobilizando familiares, investigadores e moradores da região noroeste do estado.

Casos de desaparecimento sem respostas rápidas costumam gerar forte comoção, principalmente quando as vítimas são vistas pela última vez em circunstâncias consideradas suspeitas. A angústia das famílias aumenta à medida que o tempo passa sem notícias concretas.

Com o avanço das diligências, novos elementos apresentados pela Polícia Civil do Paraná indicam que o principal investigado pode ter contado com apoio para permanecer foragido. A atualização mais recente levou à prisão temporária de uma mulher de 23 anos na cidade de Paraguaçu Paulista.

De acordo com a corporação, ela é suspeita de auxiliar Clayton Antonio da Silva Cruz, conhecido pelos apelidos de “Dog Dog”, “Sagaz” e “Cleitinho”. Ele é apontado como o principal investigado pelo desaparecimento das primas Sttela Dalva Melegari Almeida e Letycia Garcia Mendes, ambas de 18 anos.

Segundo o delegado Luís Fernando Alves Silva, responsável pelo caso em Cianorte, a jovem presa seria ex-companheira de Clayton e teria oferecido suporte financeiro e logístico enquanto ele tentava escapar da polícia.

Além da prisão, equipes realizaram buscas em três endereços ligados à investigada. Um aparelho celular foi apreendido e será submetido à perícia, com a expectativa de que ajude a rastrear o paradeiro do suspeito e esclarecer o que aconteceu com as jovens.

As investigações apontam ainda que contas bancárias registradas em nome da mulher teriam sido utilizadas por Clayton durante o período de fuga. Contra ele há um mandado de prisão temporária em aberto. Conforme apurado, o investigado teria usado o nome falso “Davi” para se aproximar das vítimas.

Sttela e Letycia desapareceram após saírem das cidades de Jussara e Cianorte na noite de 20 de abril. Familiares informaram que elas pretendiam ir a uma festa na região de Maringá e possivelmente seguir até Porto Rico, município conhecido por suas praias de água doce às margens do Rio Paraná.

Imagens de câmeras de segurança registraram as jovens entrando em uma boate em Paranavaí ao lado de Clayton, durante a madrugada de 21 de abril. Horas depois, ocorreu a última atividade delas nas redes sociais.

Diante dos indícios reunidos até o momento, a Polícia Civil passou a considerar a hipótese de duplo homicídio, embora outras linhas de investigação não tenham sido totalmente descartadas. Novas diligências seguem sendo realizadas para reunir provas técnicas e testemunhais.

O caso continua mobilizando equipes policiais em diferentes cidades do Paraná e também em outros estados, numa força-tarefa voltada à localização do suspeito e à elucidação do desaparecimento das duas primas.

Familiares mantêm campanhas nas redes sociais e realizam apelos públicos por informações que possam ajudar nas buscas. A expectativa é de que o avanço das perícias e a análise do material apreendido tragam respostas que permitam esclarecer definitivamente o que aconteceu com as jovens.