‘Eu não consegui salvar você’: disse socorrista que encontrou filho morto; imagem da dor do pai viraliza
O caso gerou enorme comoção entre os amigos, familiares e colegas de trabalho do socorrista.
Situações envolvendo acidentes em rodovias frequentemente revelam histórias que vão além dos números e estatísticas. No Brasil, milhares de ocorrências são registradas anualmente, muitas delas mobilizando equipes de resgate que atuam sob pressão constante para salvar vidas.
No entanto, em alguns casos, o inesperado transforma profissionais acostumados a lidar com emergências em protagonistas de experiências profundamente marcantes. Foi o que aconteceu com o socorrista do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), Silvio Oliveira, no norte do Paraná.
Durante um plantão na madrugada de sábado, ele retornava de uma transferência entre hospitais quando se deparou com um acidente na BR-376, na altura de Mauá da Serra. Ao perceber a movimentação na rodovia, decidiu parar junto com a equipe para prestar atendimento às vítimas.
Ainda nos primeiros momentos da ocorrência, enquanto organizava o suporte necessário, Silvio foi informado por uma pessoa no local de que uma das vítimas era seu próprio filho, Natan Pereira da Silva, de 24 anos. “Não acredito, meu filho, que perdi você. Tá difícil. Eu não consegui salvar você, meu Deus”, escreveu o socorrista.
O jovem conduzia o veículo que capotou no km 290 da rodovia e estava entre os ocupantes do carro. Mesmo diante da informação, o socorrista tentou agir profissionalmente e participou do atendimento, mas o filho não resistiu.
Outras quatro pessoas estavam no veículo e foram socorridas em estado grave. Entre elas, uma vítima sofreu ferimentos severos após ser atingida por outros veículos que passavam pela via após o acidente, o que agravou ainda mais a situação.
As circunstâncias do ocorrido estão sendo apuradas pela Polícia Civil. A repercussão do caso se intensificou após a divulgação de uma imagem que mostra o socorrista sendo amparado por um colega ao lado do local onde o filho estava.
A prefeitura da cidade também manifestou pesar pela perda. Episódios como esse evidenciam não apenas os riscos presentes nas estradas, mas também o lado humano dos profissionais que atuam no resgate.
Mesmo preparados para enfrentar cenários difíceis, esses trabalhadores não estão imunes a tragédias pessoais, o que reforça a necessidade de suporte psicológico e acompanhamento adequado para equipes de emergência que lidam diariamente com situações extremas.