Homem preso por matar bebê de apenas 3 meses é encontrado morto na cela de presídio

A Polícia Civil confirmou a morte de um detento no Presídio Professor Jacy de Assis, em Uberlândia, no Triângulo Mineiro. O caso ocorreu no último fim de semana e agora passa a ser investigado pelas autoridades competentes para esclarecer as circunstâncias do óbito.

O homem foi identificado como Wandersson Benedito Pereira da Silva, de 25 anos. Ele estava preso desde o dia 3 de junho, acusado de envolvimento na morte do próprio filho, um bebê de apenas três meses, caso que gerou grande repercussão.

De acordo com as informações iniciais, o detento foi encontrado morto dentro da cela individual onde estava custodiado. Equipes do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foram acionadas, mas apenas puderam confirmar o óbito ainda dentro da unidade prisional.

Em nota, a Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública de Minas Gerais informou que o preso possuía histórico de passagens pelo sistema prisional desde 2019 e estava sob custódia em regime de cela individual no momento em que foi encontrado.

A causa da morte ainda não foi determinada oficialmente. A Polícia Civil de Minas Gerais informou que exames periciais estão em andamento e que os laudos técnicos serão essenciais para esclarecer o que ocorreu dentro da unidade prisional.

O caso pelo qual Wandersson respondia envolve suspeita de agressões físicas graves contra o próprio filho, que não resistiu a um traumatismo cranioencefálico. As investigações apontaram que o bebê sofreu lesões incompatíveis com a sobrevivência.

No mesmo processo, a mãe da criança também foi presa recentemente. Ela é investigada por possível omissão, sob suspeita de não ter agido para impedir as agressões sofridas pelo filho, apesar de indícios de que tinha conhecimento da situação.

A morte do detento agora abre uma nova frente de investigação, que deverá apurar se houve causas naturais, suicídio ou eventual intervenção de terceiros dentro da unidade prisional. Até o momento, não foram divulgados indícios ou conclusões oficiais.

As autoridades seguem aguardando o resultado da perícia, enquanto o caso permanece sob análise da Polícia Civil e da Secretaria de Justiça e Segurança Pública de Minas Gerais.