Identificado o casal de SC encontrado sem vida em apartamento alugado

Corpos foram descobertos nesta última segunda-feira, 13 de abril.

Perigos invisíveis estão mais presentes no cotidiano do que muitos imaginam. Substâncias sem cor ou cheiro marcante, falhas em equipamentos e até problemas estruturais podem representar ameaças silenciosas e letais. Em ambientes fechados, esses riscos se tornam ainda mais críticos, podendo evoluir rapidamente para situações irreversíveis.

Um caso recente na região da Grande Florianópolis reforça esse alerta. Um casal foi encontrado sem vida dentro de um apartamento alugado por temporada no bairro Ganchos do Meio, em Governador Celso Ramos.

As vítimas foram identificadas como Camila Tillmann, de 32 anos, e Alisson Fernando de Souza da Mota, de 28. O imóvel havia sido reservado por apenas uma diária, com check-out previsto para a manhã de segunda-feira (13/04).

Diante da ausência de resposta do casal no horário combinado, o responsável pela locação decidiu entrar no apartamento, onde encontrou ambos desacordados. O Corpo de Bombeiros Militar de Santa Catarina foi acionado no início da tarde e orientou, ainda por telefone, que fossem iniciadas manobras de reanimação até a chegada das equipes.

No local, bombeiros e profissionais do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) realizaram todos os procedimentos possíveis, mas as mortes foram confirmadas pouco depois. Durante os primeiros levantamentos, um detalhe chamou a atenção: havia cheiro de gás no interior do imóvel.

Além disso, foram identificados sinais de queimado nas proximidades de um aquecedor, o que levanta a hipótese de intoxicação por gás em ambiente fechado. A suspeita inicial é de que a inalação de substâncias tóxicas possa ter causado a perda de consciência e, posteriormente, a morte do casal.

A ocorrência mobilizou diversas equipes de resgate, incluindo o helicóptero Arcanjo, demonstrando a gravidade da situação. Apesar da rápida atuação, não houve tempo para reverter o quadro clínico das vítimas.

Agora, o caso está sob investigação da Polícia Civil e da Polícia Científica, que irão analisar as condições do imóvel, o funcionamento do aquecedor e a possível presença de vazamento de gás. A principal linha de apuração aponta para intoxicação acidental, hipótese que ainda depende de laudos periciais.

O episódio serve como um alerta sobre a importância da manutenção regular de equipamentos a gás e da verificação adequada de sistemas de ventilação, especialmente em imóveis de aluguel por temporada. Vazamentos podem ser silenciosos e, muitas vezes, imperceptíveis sem equipamentos adequados de detecção.

Especialistas reforçam que sintomas como tontura, dor de cabeça intensa, náusea e sonolência em ambientes fechados podem indicar exposição a gases tóxicos e exigem evacuação imediata do local e acionamento de socorro. A tragédia deixa a comunidade consternada e destaca a necessidade de prevenção para evitar novas perdas.