Morte de empresário de SC tem grande reviravolta e termina com prisão da esposa e do amante

Informação foi divulgada pela Polícia Civil nesta última sexta-feira, 15 de maio. Casos familiares marcados por conflitos, interesses pessoais e relações desgastadas costumam revelar situações extremamente complexas, que, em circunstâncias extremas, podem resultar em desfechos trágicos. Quando a confiança dentro do ambiente doméstico é rompida, os impactos se estendem para além dos envolvidos, atingindo também familiares e toda a comunidade.

Em Santa Catarina, uma investigação conduzida pela Polícia Civil chamou atenção após a confirmação do indiciamento da esposa e do amante dela pela morte do empresário do ramo funerário Pedro Rodrigues Alves, de 54 anos, em Videira, no Oeste do estado. O caso ganhou repercussão pela forma como teria sido planejado ao longo do tempo, segundo os investigadores.

De acordo com as apurações, os dois suspeitos teriam mantido um relacionamento extraconjugal por mais de um ano e planejavam ficar juntos após a morte do empresário. A investigação também aponta que havia interesse financeiro relacionado ao patrimônio da vítima, o que reforça a linha de motivação analisada pela polícia.

Ambos foram indiciados por homicídio qualificado e permanecem presos preventivamente. Pedro Rodrigues Alves morreu no dia 15 de fevereiro, após permanecer cerca de dez dias internado em estado grave no Hospital Divino Salvador.

Durante a internação, diante da piora do quadro clínico e da ausência de respostas ao tratamento, a equipe médica solicitou exames toxicológicos. Os resultados indicaram a presença de substâncias químicas associadas a intoxicação.

Segundo a Polícia Civil, três agentes teriam sido utilizados no suposto envenenamento: metanol, que teria sido colocado em bebidas consumidas pela vítima; soda cáustica, misturada em medicamentos; e o agrotóxico popularmente conhecido como “chumbinho”, substância proibida pela Anvisa devido à sua alta toxicidade.

As investigações também identificaram possíveis tentativas de ocultação de provas físicas e digitais, com o objetivo de simular uma morte natural. Outro ponto destacado pela polícia foi a suspeita de que a esposa teria pago um enfermeiro da UTI para obter informações privilegiadas sobre o estado de saúde do marido, conduta que levou o profissional a responder administrativamente por violação ética.

De acordo com o delegado responsável pelo caso, quando o empresário deu entrada no hospital, já apresentava quadro extremamente grave, permanecendo sedado e em ventilação mecânica até o óbito.

Neste sábado, 16 de maio, familiares e amigos participaram de uma missa em homenagem a Pedro Rodrigues Alves na Igreja Matriz de Videira, em um momento marcado por emoção e despedidas diante da repercussão do caso na cidade.