Mulher de 35 anos e tenente da PM são achados mortos em MG
A Polícia Civil de Minas Gerais investiga as circunstâncias das mortes registradas nesta terça-feira (2 de junho) no município de Santa Vitória, no Triângulo Mineiro.
Os casos de feminicídio continuam gerando preocupação em diferentes regiões do Brasil, especialmente por ocorrerem, em grande parte, dentro de relações afetivas marcadas por conflitos e rupturas. A proximidade entre vítima e agressor torna esse tipo de crime ainda mais complexo e difícil de prevenir.
Em Santa Vitória, a ocorrência envolvendo a morte de uma mulher e de seu ex-companheiro chamou atenção das autoridades pela condição do suspeito, que era tenente da Polícia Militar de Minas Gerais. A vítima foi identificada como Jessyca Muniz, de 35 anos.
No mesmo imóvel onde Jessyca foi encontrada sem vida, também estava o corpo de Marcos Guimarães de Oliveira, de 36 anos, ex-marido da vítima. A Polícia Civil segue apurando os detalhes do caso para esclarecer a dinâmica dos acontecimentos.
De acordo com informações repassadas por familiares, o policial teria efetuado disparos contra a ex-companheira e, em seguida, tirado a própria vida. Os corpos foram encontrados pela mãe de Jessyca ainda na manhã do ocorrido, segundo relato de um familiar à TV Integração.
A notícia gerou grande comoção na cidade e rapidamente se espalhou pelas redes sociais. Amigos e conhecidos lamentaram a morte de Jessyca, descrevendo-a como uma mulher tranquila, querida e dedicada à família.
O relacionamento entre Jessyca e Marcos teria durado cerca de seis anos e chegado ao fim em 2025. Após a separação, a vítima retornou para Santa Vitória, onde passou a residir novamente com familiares. Ela deixa um filho adolescente de um relacionamento anterior.
Em nota, a Polícia Militar de Minas Gerais informou que tomou conhecimento da ocorrência envolvendo um policial da ativa, fora do horário de serviço, e sua ex-companheira. A corporação afirmou que acompanha as investigações e manifestou solidariedade aos familiares das vítimas.
O Instituto Médico Legal (IML) confirmou que as mortes ocorreram durante a manhã de terça-feira. A Polícia Civil reforçou que os levantamentos iniciais seguem em andamento para esclarecer completamente as circunstâncias do caso.
Enquanto familiares e amigos lidam com o luto, o episódio reacende o debate sobre violência doméstica e feminicídio no país, além da necessidade de mecanismos mais eficazes de prevenção, acolhimento e proteção às vítimas em situação de risco.
