Pai de policial morto por colega faz relato comovente: ‘Forma perversa e desumana’

As investigações sobre a morte dos policiais civis Yago Gomes Pereira e Denivaldo Jardel Lira Moraes, ocorrida dentro de uma viatura em Delmiro Gouveia, no Sertão de Alagoas, seguem sob responsabilidade das autoridades locais e continuam cercadas de forte comoção e questionamentos.

O caso aconteceu durante uma ocorrência policial e envolve ainda um terceiro agente da corporação, identificado como Gildate Goes, de 61 anos, que também estava na viatura no momento dos disparos. As circunstâncias exatas do que ocorreu dentro do veículo ainda estão sendo apuradas pela Polícia Civil.

Segundo informações iniciais, os policiais retornavam de uma ação quando foram atingidos por disparos de arma de fogo dentro da viatura oficial. O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi acionado, mas as vítimas já estavam sem vida quando o socorro chegou ao local.

Yago Gomes Pereira, de 33 anos, era natural de Sergipe e havia ingressado na Polícia Civil em 2023, atuando na 1ª Delegacia Regional de Delmiro Gouveia. Já Denivaldo Jardel Lira Moraes, de 47 anos, era natural de Pernambuco e integrava a corporação desde 2003, sendo considerado um servidor experiente e respeitado pelos colegas.

Após o crime, o suspeito foi localizado em sua residência e preso em seguida. De acordo com a Polícia Civil de Alagoas, ele apresentava comportamento confuso e falas desconexas no momento da abordagem, o que ainda será analisado no decorrer da investigação.

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A viatura utilizada na ocorrência foi recolhida e passará por perícia detalhada, assim como outros elementos que possam ajudar a esclarecer a dinâmica do caso. A Secretaria de Estado da Segurança Pública manifestou pesar e informou que acompanha de perto o andamento das apurações.

Familiares das vítimas começaram a se manifestar publicamente, levantando dúvidas sobre a versão inicial de possível surto do suspeito. Em meio à dor, o pai de Yago afirmou acreditar que o filho teria sido vítima de uma execução, alegando que o disparo teria sido feito de forma direta e intencional.

A declaração reforçou ainda mais a tensão em torno do caso, que já mobiliza diferentes setores da segurança pública e gera grande repercussão no estado. Enquanto isso, a investigação segue em andamento, com a polícia trabalhando para reconstruir os últimos momentos dentro da viatura e esclarecer completamente o que levou à tragédia.