Pai que perdeu filho após esquecê-lo no carro quebra o silêncio e fala pela 1ª vez: ‘A maior vergonha…’

O professor Jofran Oliveira, da Universidade Federal de Rondonópolis (UFR), se pronunciou pela primeira vez por meio de uma carta aberta após a morte trágica de seu filho de apenas 3 anos, um caso que gerou forte comoção em Mato Grosso e nas redes sociais.

O episódio aconteceu em 19 de março de 2026, quando a criança foi esquecida dentro do carro no estacionamento da universidade por cerca de quatro horas. Segundo as informações apuradas, o pai chegou ao local de trabalho por volta das 13h30 e só percebeu que o filho ainda estava no veículo ao retornar no fim da tarde, por volta das 17h30.

Ao abrir o carro e encontrar o menino desacordado, ele acionou imediatamente o socorro, mas, apesar das tentativas de reanimação, a criança não resistiu. O caso transformou uma rotina comum em uma tragédia irreparável.

Na carta publicada posteriormente, Jofran descreve em detalhes a dor que vem enfrentando desde o ocorrido. Ele relata o impacto emocional e a dificuldade de lidar com a própria culpa, afirmando que revive constantemente o momento em que percebeu o erro.

O professor também expressa um pedido de perdão ao filho e a Deus, destacando a sensação de devastação emocional e o sentimento de perda de identidade após a tragédia. Em seu desabafo, ele afirma que jamais imaginou viver uma dor tão profunda.

“Desejei profundamente trocar de lugar com você. Senti a maior vergonha que jamais imaginei ser capaz de sentir. Deus me deu um tesouro para amar e cuidar, e eu me descuidei. Perdão, meu amor. Perdão, meu filhinho”, escreveu.

A publicação rapidamente repercutiu e gerou uma onda de solidariedade, com milhares de mensagens de apoio ao professor e à família. Muitos internautas destacaram a necessidade de acolhimento em momentos de luto extremo, especialmente em situações envolvendo acidentes domésticos ou lapsos de memória com consequências irreversíveis.

Jofran também mencionou a esposa e a filha adolescente do casal, de 15 anos, que agora enfrentam o processo de luto ao seu lado. Segundo ele, o desafio será encontrar forças para seguir vivendo, apesar da dor constante.

Especialistas em comportamento humano ressaltam que tragédias desse tipo costumam gerar profundo impacto psicológico nos familiares, exigindo acompanhamento emocional contínuo e rede de apoio para o enfrentamento do trauma.

O caso segue sendo lembrado como uma das ocorrências mais dolorosas do período, levantando discussões sobre saúde mental, sobrecarga emocional e a importância de sistemas de alerta e prevenção para evitar situações semelhantes.