Suspeito pela morte de jovem em BH teve herança como motivação e se aproveitou de luto da vítima para se aproximar

A morte da jovem Giovanna Neves Santana Rocha, de apenas 22 anos, continua sendo investigada pela Polícia Civil de Minas Gerais e tem causado grande repercussão em Belo Horizonte. O caso aconteceu no bairro Savassi, uma das regiões mais conhecidas e valorizadas da capital mineira, e inicialmente chegou a ser tratado como um possível suicídio. No entanto, o avanço das investigações mudou completamente os rumos do caso.

O principal suspeito é o engenheiro e perito Adalton Martins Gomes, de 45 anos, que mantinha um relacionamento amoroso com a jovem. Segundo a polícia, ele teria se aproveitado de um momento de intensa fragilidade emocional vivido pela estudante para se aproximar rapidamente e ganhar sua confiança.

De acordo com as investigações, Giovanna enfrentava um período extremamente delicado em sua vida pessoal. Além do recente falecimento do pai, ela também tentava superar o fim de um relacionamento longo, situação que teria abalado profundamente seu estado emocional. Foi nesse contexto que ela conheceu Adalton por meio do aplicativo Tinder, em outubro de 2025.

O advogado da família, José Eustáquio Alves Júnior, afirmou que o relacionamento evoluiu de forma muito rápida. Segundo ele, poucos dias após os primeiros encontros, o suspeito já estaria levando pertences para a casa da jovem, demonstrando um comportamento considerado invasivo pelos familiares.

As investigações apontam ainda que a motivação do crime pode estar relacionada a interesses financeiros. Giovanna teria direito a receber aproximadamente R$ 1 milhão provenientes da venda de um imóvel da família, valor que, segundo a polícia, pode ter despertado o interesse do investigado.

A estudante foi encontrada morta dentro da própria residência em fevereiro deste ano. Na ocasião, a cena encontrada indicava inicialmente um suposto suicídio, principalmente porque havia medicamentos espalhados pelo imóvel e a vítima possuía histórico de depressão. Contudo, exames realizados posteriormente pelo Instituto Médico Legal revelaram inconsistências importantes na versão inicial.

O laudo de necropsia confirmou que Giovanna morreu por asfixia mecânica. Segundo a delegada responsável pelo caso, Ariadne Coelho, houve obstrução das vias respiratórias da vítima, atingindo boca e nariz. A polícia ainda investiga de que forma a asfixia foi provocada e quais objetos podem ter sido utilizados durante o crime.

Os investigadores acreditam que a cena do suposto suicídio tenha sido cuidadosamente montada para dificultar a descoberta do homicídio. A presença dos medicamentos espalhados pela casa e o histórico emocional da jovem teriam sido usados para tentar sustentar a falsa versão inicial apresentada às autoridades.

Com a repercussão do caso, familiares e amigos seguem cobrando justiça e respostas sobre a morte da estudante. A investigação continua em andamento e a polícia trabalha agora para reunir novas provas, ouvir testemunhas e esclarecer todos os detalhes que possam confirmar a dinâmica do crime e a participação do suspeito.