Desabamento devastador de prédio em Salvador deixa 3 mortos no local
O caso foi registrado no último sábado, 16 de maio, e transformou a tranquilidade da madrugada em um cenário de desespero no bairro Luís Anselmo, em Salvador. O silêncio foi interrompido por gritos, sirenes e pela movimentação intensa de equipes de socorro após o desabamento repentino de um prédio residencial. Familiares aguardavam, angustiados, por notícias das pessoas que ficaram presas sob os escombros.
Em meio às lágrimas e à apreensão, moradores acompanharam o trabalho incansável dos bombeiros, que atuaram durante horas na tentativa de localizar possíveis sobreviventes. A cada minuto, a tensão aumentava, tornando a operação de resgate uma corrida dramática contra o tempo diante de um cenário de completa destruição.
Na madrugada de domingo, 17 de maio, equipes do Corpo de Bombeiros encontraram o corpo do último homem que permanecia desaparecido nos destroços do edifício de quatro andares. Ao todo, três pessoas morreram após o colapso da estrutura. As vítimas seriam trabalhadores que realizavam uma obra no imóvel no momento do acidente.
Os corpos foram encaminhados ao Departamento de Polícia Técnica (DPT), onde passarão pelos procedimentos necessários de identificação oficial. Até agora, as autoridades não divulgaram formalmente os nomes das vítimas.
De acordo com as informações repassadas pelas equipes de resgate, seis pessoas estavam no prédio quando ocorreu o desabamento. Entre elas, uma família composta por José Antônio, a esposa e o filho do casal, um bebê de apenas um ano e seis meses. Os três conseguiram deixar o local instantes antes da queda total da estrutura.
Em entrevista à TV Bahia, José Antônio descreveu os momentos de pânico vividos pela família. Segundo ele, um barulho muito forte chamou sua atenção e indicou que algo estava errado. Ao perceber o risco iminente, tentou sair rapidamente com a esposa e o filho. A mulher, em desespero, ainda tentou segurar uma das paredes, mas foi puxada por ele, que pegou a criança no colo e correu para fora do prédio.
“A mulher estava querendo segurar a parede, eu arrastei ela e o bebê e saí correndo”, relatou o sobrevivente, ainda abalado com o que aconteceu.
A esposa foi levada ao Hospital Geral do Estado (HGE) após relatar dores pelo corpo, mas permanece em estado estável e não corre risco de morte. José Antônio e o filho não sofreram ferimentos.
O sobrevivente também afirmou que rachaduras já haviam sido percebidas na estrutura do prédio cerca de um mês antes do desabamento, o que levanta questionamentos sobre as condições do imóvel e possíveis sinais de risco ignorados.
Com o encerramento das buscas, a Defesa Civil deve iniciar uma análise técnica detalhada para apurar as causas do colapso. Peritos irão avaliar a estrutura remanescente e verificar se havia irregularidades na obra realizada no local.
A tragédia reacende o alerta sobre a importância da manutenção preventiva e da fiscalização rigorosa em edificações, especialmente quando há indícios visíveis de comprometimento estrutural. Para os moradores da região e familiares das vítimas, ficam o luto, o trauma e a expectativa por respostas que esclareçam o que levou ao desabamento.