Gerente morre após realizar cirurgia plástica em SP e marido lamenta
A Polícia Civil de São Paulo investiga as circunstâncias da morte da gerente de loja Juliana Silva Xavier, de 39 anos, ocorrida após complicações em uma cirurgia estética combinada realizada na capital paulista. O caso é tratado como morte suspeita e segue sob apuração das autoridades.
Moradora de Iguape, no litoral sul de São Paulo, Juliana vivia um momento marcante na vida pessoal, já que havia se tornado mãe de primeira viagem há apenas cinco meses. A morte precoce gerou grande comoção entre familiares, amigos e colegas de trabalho.
Segundo informações do boletim de ocorrência, o procedimento foi realizado no dia 12 de maio de 2026 no Hospital Ruben Berta, em São Paulo. A cirurgia envolvia intervenções estéticas simultâneas no abdômen, nos seios e na região dos glúteos, sendo considerada de maior complexidade.
Horas após o término da operação, a paciente começou a apresentar complicações graves e precisou ser transferida com urgência para o Hospital Alvorada Moema. Apesar dos cuidados médicos intensivos, o óbito foi confirmado dois dias depois, em 14 de maio.
A Polícia Civil informou que investiga se houve falhas técnicas, complicações clínicas ou outras circunstâncias que possam ter contribuído para o desfecho. Exames periciais e a análise do prontuário médico serão fundamentais para esclarecer o caso.
Juliana trabalhava há cerca de dez anos em uma grande rede varejista, onde ocupava o cargo de gerente de loja. Colegas de trabalho e a empresa divulgaram notas de pesar, destacando sua dedicação, liderança e o impacto positivo que deixou na equipe.
Familiares relataram que a gerente era uma pessoa muito ligada à família e extremamente dedicada ao filho pequeno, que hoje tem apenas cinco meses. O marido descreveu o período da maternidade como o mais feliz da vida da esposa, marcado por carinho e forte vínculo com o bebê.
A família agora busca respostas sobre o que ocorreu durante o procedimento e aguarda a conclusão das investigações. O laudo do Instituto Médico Legal e os resultados das perícias técnicas devem apontar se houve negligência, imperícia ou se a morte foi decorrente de uma complicação rara, porém possível, da cirurgia.
Enquanto isso, o caso segue gerando debate sobre os riscos de cirurgias estéticas combinadas e a importância de avaliação rigorosa, acompanhamento pós-operatório e segurança hospitalar em procedimentos desse tipo.
