Preso por feminicídio chegou a procurar vizinhos para negar o crime: ‘não sabia se ela estava morta’
O crime aconteceu em Barrinha, no interior de São Paulo, e gerou forte comoção na cidade. Anderson Vieira Bastos, de 37 anos, foi preso em flagrante suspeito de matar a companheira, Carolina Lisboa da Cruz, de 27 anos, na manhã do último sábado, 9 de maio.
Segundo informações apuradas pela polícia, o casal chegou por volta das 8h10 a um bar que pertence a Anderson, localizado no bairro Jardim Paulista. Após entrarem no estabelecimento, ele teria fechado as portas.
De acordo com relatos de vizinhos, por volta das 9h30 foram ouvidos sons de discussão vindos do imóvel. A briga teria durado cerca de 30 minutos. Após um período de silêncio, Anderson saiu do local pedindo ajuda.
Equipes do Samu foram acionadas, mas o óbito de Carolina foi constatado ainda no local. Testemunhas afirmaram que, cerca de duas horas depois, Anderson voltou a procurar vizinhos e negou ter cometido o crime.
À imprensa, a delegada Giovanna Scudellari informou que vizinhos ouviram a discussão entre 9h30 e 10h, e que por volta do meio-dia o suspeito saiu pedindo ajuda, alegando que a vítima teria batido a cabeça no chão e que ele não sabia se ela estava morta ou apenas desacordada.
Apesar de negar a autoria, Anderson foi preso em flagrante. A polícia aguarda o laudo do Instituto Médico Legal (IML), mas a suspeita inicial é de que Carolina tenha sido morta com pancadas na cabeça. Em depoimento, o investigado afirmou que desconfiava de traição e alegou que a companheira estaria repassando informações à polícia sobre um suposto envolvimento dele com tráfico de drogas.
Vítima já havia solicitado medida protetiva
A polícia confirmou que Carolina chegou a obter uma medida protetiva contra Anderson. No entanto, o pedido foi posteriormente revogado a solicitação da própria vítima.
Uma amiga relatou que o relacionamento era marcado por agressões e ameaças. Segundo esse relato, Carolina teria retirado a medida após sofrer pressão do companheiro.
O caso reforça a gravidade da violência doméstica e a importância de medidas de proteção eficazes para mulheres em situação de risco. Autoridades destacam que ameaças, agressões anteriores e histórico de controle são sinais de alerta que não devem ser ignorados.
Denúncias de violência podem ser feitas pelo telefone 180, canal nacional de atendimento à mulher, além das Delegacias de Defesa da Mulher. A denúncia é fundamental para interromper ciclos de violência e buscar proteção.