Rodrigo Castanheira: pai de adolescente morto em emboscada escolhe PL para carreira política

Empresário afirma que a morte do filho o “empurrou” para a carreira política. A declaração foi feita meses após a perda do adolescente Rodrigo Castanheira, de 16 anos, cuja morte causou forte comoção.

Em 22 de janeiro deste ano, Rodrigo foi espancado ao sair de uma festa. Segundo as investigações, ele teria sido vítima de uma emboscada organizada por um jovem identificado como Pedro Turra e outros envolvidos. O adolescente sofreu agressões com socos, resultando em lesão grave e hemorragia.

Rodrigo permaneceu internado por alguns dias, mas não resistiu aos ferimentos. O principal suspeito foi preso preventivamente, e a família acompanha o andamento do processo judicial, buscando a responsabilização de todos os envolvidos no caso.

De acordo com as apurações, a motivação do crime estaria relacionada a uma aproximação entre Rodrigo e uma adolescente que teria tido relacionamento anterior com um dos investigados.

Pai decide ingressar na política

Ricardo Castanheira, de 52 anos, pai de Rodrigo, afirmou que nunca teve intenção de seguir carreira política, mas que a morte do filho transformou completamente sua trajetória.

Em entrevista, ele declarou que se sentiu “empurrado” para a política após a tragédia. Engenheiro e empresário, Ricardo afirmou que sua vida tomou um novo rumo depois da perda do filho, levando-o a buscar mudanças por meio da atuação pública.

Entre as propostas que defende, estão a revisão de benefícios como progressão de pena para condenados por crimes hediondos, o fim do direito à fiança nesses casos e punições mais rigorosas para crimes violentos praticados contra adolescentes.

Para iniciar sua atuação política, Ricardo se filiou ao Partido Liberal (PL). Segundo ele, a escolha ocorreu por afinidade com as pautas defendidas pela legenda, como a valorização da família e a defesa de um Estado com menor intervenção.

A decisão do empresário evidencia como tragédias pessoais podem influenciar mudanças profundas de vida, levando familiares de vítimas a buscar participação ativa em debates públicos e propostas de alterações na legislação.

O caso segue em tramitação na Justiça, enquanto a família aguarda os desdobramentos processuais e mantém a mobilização em busca de responsabilização penal.