Velório da repórter da Band, Alice Ribeiro, é marcado por comoção e homenagens
A repórter Alice Ribeiro teve uma cerimônia de despedida marcada por forte comoção após a tragédia que interrompeu sua trajetória. Novos detalhes sobre o velório e a homenagem reforçaram o tamanho do carinho que ela cultivou ao longo da vida.
A manhã deste sábado, 18 de abril de 2026, foi envolta por silêncio e profunda consternação no Cemitério Parque da Colina, em Belo Horizonte, onde familiares e amigos se reuniram para dar o último adeus à jornalista. O clima era de dor, mas também de gratidão pela história construída por ela dentro e fora das redações.
Repórter da Band Minas, Alice faleceu na última quinta-feira, após um grave acidente na BR-381 enquanto trabalhava em uma pauta. As homenagens recebidas refletiram a imensa rede de afeto e respeito que ela formou ao longo da carreira.
Entre as diversas coroas de flores que ocuparam o espaço da cerimônia, uma mensagem enviada por uma família ligada à escola de seu filho emocionou os presentes: “Você contava histórias de vida e sua história jamais será esquecida”. O velório foi reservado a amigos e familiares, mas contou com a presença de colegas de diferentes emissoras e integrantes da Polícia Rodoviária Federal (PRF), corporação da qual faz parte seu marido, João.
Alice não era reconhecida apenas pelo talento diante das câmeras. Com passagens por veículos como TV Globo, Record e Rede Bahia antes de se firmar na Band, ela construiu uma carreira sólida, guiada pelo desejo sincero de informar com responsabilidade e sensibilidade.
Formada pela PUC Minas, onde iniciou sua trajetória acadêmica em 2010, Alice conciliava a dedicação ao jornalismo com o papel que mais a emocionava: o de mãe. Ela costumava dizer que sua “versão preferida” era aquela vivida ao lado do filho Pedro, de apenas nove meses.
Carinhosamente apelidado por ela de “astronauta”, por usar um capacetinho ortopédico, o menino era o centro de seus planos e sonhos. Alice organizava com entusiasmo cada detalhe da futura comemoração de um ano do filho, planos que foram interrompidos de forma abrupta pela fatalidade na estrada, que também tirou a vida do cinegrafista Rodrigo Lapa.
Além da atuação profissional e da dedicação à maternidade, Alice também se destacava pelo engajamento em causas sociais. Tinha especial atenção ao autismo, tema que conhecia de perto por meio do irmão, Bê, de quem falava com orgulho e carinho em diferentes ocasiões.
Sua partida deixa um vazio profundo nas redações de Belo Horizonte e Brasília, onde era admirada pela postura ética, pela disposição em colaborar e pelo cuidado com cada história que contava. O cortejo até o local do sepultamento foi acompanhado por viaturas da PRF, em uma última homenagem que simbolizou respeito e reconhecimento.
A despedida representou o encerramento de uma jornada marcada por amor à profissão, à família e às pessoas ao redor. Alice Ribeiro, que dedicou a vida a narrar histórias, agora passa a ser lembrada como exemplo de humanidade, sensibilidade e compromisso no jornalismo brasileiro.